Dois trabalhadores da construção civil aplicam reboco na fachada de um prédio usando andaime de madeira.

Trabalho em altura nas obras e as diretrizes que protegem os trabalhadores 

Obras de médio e grande porte exigem equipamentos robustos para transportar trabalhadores e materiais à medida que a construção avança. O trabalho em altura, no entanto, ainda representa um risco significativo e, infelizmente, os acidentes continuam sendo frequentes nos canteiros.

Segundo publicação do JusBrasil, as quedas de altura lideram entre os dez principais acidentes ocorridos na construção civil, seguidas por quedas de objetos, causadas principalmente por desatenção. 

Essa realidade demonstra o quanto os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e os Equipamentos de Proteção Coletiva (EPCs) são fundamentais na proteção dos trabalhadores em campo.

Diante disso, é essencial conhecer os riscos e as diretrizes que protegem os trabalhadores, como a NR-35, garantindo que a obra seja segura do início ao fim. Acompanhe no blog da Construtora Manara.

Quais os principais riscos do trabalho em altura nas obras?

No dia a dia de um canteiro de obras, é comum a necessidade de deslocar trabalhadores e materiais para diferentes alturas. Para isso, utilizam-se equipamentos de grande porte, como escadas, andaimes e guindastes

No entanto, o uso ou o posicionamento inadequado desses equipamentos pode resultar em acidentes graves. Além disso, trabalhadores que não estão devidamente protegidos com EPIs, correm risco de quedas livres acidentais.

Ainda, os riscos do trabalho em altura incluem:

  • Quedas de materiais e ferramentas: os trabalhadores estão em risco de serem atingidos por objetos que caem, principalmente na ausência de proteção, como capacetes;
  • Choques elétricos: trabalhos em altura próximos a instalações elétricas apresentam risco de choque ou eletrocussão, devido à falta de isolamento ou ao contato acidental com fios energizados;
  • Colapso de estruturas: andaimes, escadas e plataformas mal montados podem desabar, e o risco aumenta com sobrecarga ou falta de manutenção.

Para impedir esses acontecimentos, as obras devem adotar e seguir protocolos de proteção rigorosos, descritos na NR-35.

O que diz a NR-35?

Para estabelecer diretrizes e cuidados mínimos de proteção no trabalho em altura, o Ministério do Trabalho e Emprego criou a Norma Regulamentadora nº 35, a NR-35.

A NR-35 deve ser aplicada em toda atividade realizada acima de dois metros do chão que utilize escadas, plataformas e/ou andaimes, onde haja risco de quedas.

Segundo a norma, toda atividade classificada como trabalho em altura deve:

  • Requerer planejamento, análise de riscos e definição de procedimentos de segurança, incluindo a avaliação do ambiente, do clima e dos equipamentos antes de iniciar;
  • Utilizar EPIs adequados e certificados, além de assegurar a inspeção e a manutenção de andaimes, plataformas, escadas, linhas de vida e talabartes;
  • Garantir que os trabalhadores recebam treinamento e capacitação específicos para trabalhos em altura, abrangendo o uso correto de EPIs, procedimentos de emergência e resgate;
  • Contar com procedimentos de segurança que incluam medidas de prevenção contra quedas, como a instalação de guarda-corpos em plataformas, sinalização de áreas de risco e uso de sistemas de ancoragem confiáveis.

Fica sob responsabilidade do empregador garantir condições seguras, fornecer equipamentos e treinamentos adequados, além de fiscalizar o cumprimento das normas de segurança.

Quais equipamentos são recomendados para trabalho em altura?

A NR-35 obriga o uso de equipamentos de proteção pelos trabalhadores. Para o trabalho em altura, os mais recomendados são:

Guarda-corpo

Equipamento de alta resistência, desenvolvido para garantir segurança contra quedas acidentais, protegendo os trabalhadores e os equipamentos.

Cinto de segurança

Prende o trabalhador à linha de vida ou ponto de ancoragem, distribuindo a força da queda pelo corpo e reduzindo o risco de lesões graves. 

Tipos: 

  • Paraquedista (ombros, tronco e pernas, para alturas maiores);
  • Abdominal (cintura, para alturas menores ou menor risco).

Talabarte

Conecta o cinto de segurança ao ponto de ancoragem, podendo ter absorvedor de energia. Existem modelos simples, para pequenas alturas, e duplos, que permitem movimentação segura contínua.

Profissional usando um talabarte (Reprodução: Freepik)

Mosquetões e conectores

Conectam o cinto ao talabarte ou à linha de vida, devendo ser certificados e suportar a carga exigida.

Linha de vida (horizontal ou vertical)

Cabos fixos ou flexíveis que permitem ao trabalhador se mover mantendo-se conectado ao ponto de ancoragem, funcionando como sistema de retenção.

Rede de proteção

Instalada sob a área de trabalho, a rede de segurança diminui o impacto de uma queda ou impede que o trabalhador atinja o solo, sendo muito utilizada em andaimes e plataformas elevadas.

Capacete com jugular

Protege a cabeça contra quedas de objetos ou impactos, e a jugular garante que o capacete permaneça firme.

A segurança do trabalhador deve ser sempre prioridade em qualquer canteiro de obras, garantindo que todas as atividades sejam realizadas com proteção adequada e prevenindo acidentes.

Construtora Manara: segurança em cada projeto

Com mais de 2 milhões de metros quadrados entregues e posicionada entre as 100 maiores construtoras do país, a Construtora Manara se destaca não somente pela qualidade e excelência, mas principalmente pela máxima segurança aplicada em cada novo projeto.

Priorizando a segurança e a integridade dos trabalhadores envolvidos em cada etapa da construção, a Construtora Manara garante obras que respeitam todas as diretrizes de segurança vigentes.

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